quinta-feira, 4 de junho de 2026

«O Museu Nacional do Traje promove, no próximo dia 16 de junho, um ciclo de conversas dedicado à sustentabilidade»

 



Reproduzimos:

«Museu Nacional do Traje promove ciclo de conversas

O Museu Nacional do Traje promove, no próximo dia 16 de junho, um ciclo de conversas dedicado à sustentabilidade. Entre as 10h00 e as 18h00, o Museu Municipal de Loures, na Quinta do Coventinho, acolhe cinco painéis de debate centrados em boas práticas, novos materiais, cor, ensino e produção.

Estão já confirmadas as participações da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, Re: Costura, Circular Economy, ETHICA, Universidade Lusófona, Tintureiras do Parque, ESAD Matosinhos, ESART Castelo Branco, NAE Vegan Shoes e do designer de moda Paulo Azenha.

Organizado em parceria com o Museu Municipal de Loures e o Grupo de Amigos do Museu Nacional do Traje, o encontro insere-se no âmbito da exposição Somos o que vestimos? Para uma moda sustentável e consciente. Ao longo do dia, os participantes terão igualmente a oportunidade de visitar a mostra.

O programa completo pode ser consultado aqui. As inscrições são obrigatórias e devem ser efetuadas até 12 de junho através do endereço de e-mail se.mntraje@museudotraje.pt.».


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segunda-feira, 1 de junho de 2026

«Alguém escreveu que Santa Marta, o lugar onde Simón Bolívar, o libertador de grande parte da América do Sul, morreu em 1830, poderá ter passado agora a ser também o lugar onde ganhou vida o sonho de uma eliminação mais rápida dos combustíveis fósseis»


Começa assim:
«Alguém escreveu que Santa Marta, o lugar onde Simón Bolívar, o libertador de grande parte da América do Sul, morreu em 1830, poderá ter passado agora a ser também o lugar onde ganhou vida o sonho de uma eliminação mais rápida dos combustíveis fósseis. 
Esta, que foi a primeira Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis de sempre, realizou-se num contexto global que não podia ser mais tenso. A insegurança entranhou-se no quotidiano – das ruas de Gaza às margens do Mediterrâneo, das periferias urbanas à costa caribenha que acolheu dezenas de países para discutir uma verdade cada vez mais evidente: um sistema energético assente nos combustíveis fósseis, na extração e na escassez deixa pessoas e economias profundamente vulneráveis, tanto às variações dos mercados como às tensões geopolíticas que as agravam.
Diplomatas, cientistas, ativistas e especialistas em sistemas energéticos chegaram sabendo que a questão não era se a extração tem de acabar (sabe-se que sim); a questão em cima da mesa ia mais além: como é que organizamos esse abandono de forma justa e equitativa?
Nas palavras de Juan Monterrey, enviado climático do Panamá, "Santa Marta é histórica porque esta é a primeira vez que podemos abrir o coração, abrir a mente e ter uma conversa real sem um estúpido ponto de ordem, sem um estúpido processo burocrático que descarrila toda a sessão e nos deixa apenas 10 minutos para falar do que importa." (...)»

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Lembremos post anterior sobre a Conferência de Santa Marta:



«Colombia and the Netherlands will host the First Conference on Transitioning Away from Fossil Fuels. The Conference is designed as a space for countries, subnational governments and other stakeholders that recognize the need to implement a transition away from fossil fuels in a just, orderly and equitable manner, in line with climate goals and the best available science»

 

domingo, 24 de maio de 2026

PENSAMOS QUE TODOS QUEREMOS UMA LISBOA MAIS «VERDE» | e na CML deliberou-se nesse sentido, agora falta o Executivo cumprir ...

 



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EM JEITO DE EFEITOS «COLATERAIS»,
sempre que se fala em «verde»,
 uma vez mais aconteceu
vir à memoria: 

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e de maneira natural relacionamos
 o «verde de Lisboa» com
 as palavras do Papa 
de ontem:

Leia  Itália: Papa denuncia «interesses obscuros» e criminalidade na crise ambiental

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Tecnicamente, vemos o «verde»
que nos vem das árvores 
como parte de um VERDE 
maior igual a SUSTENTABILIDADE
 ou DESENVOLVIMENTO SUTENTÁVEL
que o nosso esquema de 
estimação pretende mostrar:





segunda-feira, 18 de maio de 2026

«Carta Ambiental Ibero-Americana. Compromisso para com as próximas gerações ibero-americanas»

 




«Os desafios da mudança climática, da perda de biodiversidade e da poluição têm efeitos globais e as respostas para os enfrentar exigem o empenhamento e a coordenação de todos os países. A Carta Ambiental Ibero-Americana, adotada na XXVIII Cúpula Ibero-Americana de Santo Domingo, República Dominicana, é o mais importante acordo político assinado no âmbito ibero-americano para responder em conjunto a esta tripla crise global». Veja aqui.




sexta-feira, 15 de maio de 2026

MAIS UMA CAUSA!|«Requalificação do Parque Urbano do Vale da Ameixoeira»| FAÇAMOS OUVIR A NOSSA VOZ JUNTO DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

 


Saiba mais

Para termos um conhecimento global do que aqui está em causa nada melhor do que ler a  Exposição abaixo do Gabinete do Vereador do PCP - JOÃO FERREIRA - dirigida ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa que de seguida se reproduz:






































Explicitando  as questões expostas, escreve o Vereador: «Assim, nos termos do ponto 1, do artigo 23º do Regimento da Câmara Municipal de Lisboa, publicado no 1º Suplemento do Boletim Municipal nº 157, de 2025/11/20, solicito que me informe sobre o seguinte»:



e há um VÍDEO que descreve
 de maneira impressiva a situação




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Agora, estejamos presente pelo FIM À DEGRADAÇÃO DO PARQUE URBANO DO VALE DA AMEIXOEIRA. Manifestemos a nossa indignação e seguindo as sugestões do Vereador João Ferreira desde logo mandando mensagens ao Presidente da Câmara de Lisboa, aos Responsáveis pelos Espaços Verdes, participando em reuniões ...
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Para facilitar a participação depois de
já serão destinatários:

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e faz sentido, de entre o muito que
podíamos trazer para aqui,
 lembrar este documento


lá se pode ler:

FOREWORD - «The New Urban Agenda represents a shared vision for a better and more sustainable future – one in which all people have equal rights and access to the benefits and opportunities that cities can offer, and in which the international community reconsiders the urban systems and physical form of our urban spaces to achieve this. In this unprecedented era of increasing urbanization, and in the context of the 2030 Agenda for Sustainable Development, the Paris Agreement, and other global development agreements and frameworks, we have reached a critical point in understanding that cities can be the source of solutions to, rather than the cause of, the challenges that our world is facing today. If well-planned and well-managed, urbanization can be a powerful tool for sustainable development for both developing and developed countries. The New Urban Agenda presents a paradigm shift based on the science of cities; it lays out standards and principles for the planning, construction, development, management, and improvement of urban areas along its five main pillars of implementation: national urban policies, urban legislation and regulations, urban planning and design, local economy and municipal finance, and local implementation. It is a resource for every level of government, from national to local; for civil society organizations; the private sector; constituent groups; and for all who call the urban spaces of the world “home” to realize this vision. The New Urban Agenda incorporates a new recognition of the correlation between good urbanization and development. It underlines the linkages between good urbanization and job creation, livelihood opportunities, and improved quality of life, which should be included in every urban renewal policy and strategy. This further highlights the connection between the New Urban Agenda and the 2030 Agenda for Sustainable Development, especially Goal 11 on sustainable cities and communities. (...)».

terça-feira, 5 de maio de 2026

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL É MAIS DO QUE «AMBIENTE» | a nosso ver o artigo da «fundación Woman Forward» que acaba de nos chegar mostra-o com clareza

 


O começo: «Durante años, la sostenibilidad se ha asociado casi exclusivamente a su dimensión ambiental: emisiones, energía, residuos, agua o cambio climático. Sin embargo, aunque esta visión sigue siendo imprescindible, resulta claramente insuficiente. No hay sostenibilidad real si no incorpora también la dimensión social y de gobernanza. Y es precisamente en ese punto donde la igualdad deja de ser un asunto aislado para convertirse en una pieza central de la sostenibilidad empresarial.

No hay sostenibilidad real sin igualdad. Y no hay igualdad efectiva sin buen gobierno.

Una organización no puede considerarse verdaderamente sostenible si desaprovecha el talento femenino, si mantiene brechas estructurales, si no garantiza oportunidades reales de desarrollo o si sus órganos de decisión no reflejan la diversidad del talento disponible. La sostenibilidad no puede limitarse a medir impactos ambientales; debe medir también cómo se toman las decisiones, (...)». Continue.



SDGs | «the post-2030 indicator framework»

 


Disponível aqui


Excerto:«(...) “The SDGs have shown the power of global goals, but also the complexity of tracking them. As we look beyond 2030, the world will need a more coherent, rigorous, and practical framework for measuring sustainable development,” said Professor Jeffrey Sachs, President of the SDSN. “Our partnership with JICA will help UN Member States to design an indicator system that is practical enough for countries to implement and strong enough to guide real progress toward ending poverty, protecting the planet, and achieving sustainable prosperity.”
Running from April 2026 through March 2028, the collaboration will conclude with a final report to be submitted to the UN Secretary-General and the broader UN system, outlining proposals for the post-2030 indicator (...)». framework. (...)».

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mais sobre o JICA


segunda-feira, 4 de maio de 2026

« The purpose of this guide is to highlight best practices of educators and schools around the world who have incorporated Education for Sustainable Development (ESD) in their lessons and activities, as well as provide a toolkit for other communities to adopt these projects and ideas»

 



«This guidebook showcases the stories of Global Schools worldwide that are implementing sustainable development projects and initiatives. The purpose of this guide is to highlight best practices of educators and schools around the world who have incorporated Education for Sustainable Development (ESD) in their lessons and activities, as well as provide a toolkit for other communities to adopt these projects and ideas. This case-study guide summarizes lessons learned for educators, teachers, school leadership, and policymakers». Daqui.



domingo, 26 de abril de 2026

ANTÓNIO GUERREIRO| «ECOLOGIA E ASTROCAPITALISMO»|« aTerra, vista do espaço sideral, era de uma beleza superlativa»

 



Começa assim: «Os quatro astronautas da missão Artemis II contornaram a Lua, atingiram uma distância no espaço cósmico em relação à Terra nunca antes alcançada, mas a mensagem mais pregnante que enviaram aos conterrâneos foi a de que a Terra, vista do espaço sideral, era de uma beleza superlativa. Viram-se do exterior como seres terrestres, como se estivessem a ser observados por um alien, e essa perspectiva causou-lhes uma grande emoção. Os hinos que entoaram à condição terrestre sobrepuseram-se à condição planetária, sem centro, a que tinham acedido. A missão Artemis II pareceu assim vinculada a um pensamento geocentrista que ignora a revolução copernicana.
Não teria retirado esta conclusão da mais recente missão espacial se não tivesse lido La condition planétaire (2025), um livro do francês Frédéric Neyrat, que ensina “as humanidades planetárias” (assim é apresentado na contracapa) na Universidade de Wisconsin-Madison (Estados Unidos). As profundas e originais contribuições de Neyrat para uma ecologia não geocentrista, culminando neste livro, foram-se desenvolvendo em livros anteriores. Quem acompanhou este percurso, percebeu que Neyrat é um crítico da “hipótese Gaia”. (...)».

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a obra referida


Ainda: 

« La Condition planétaire », de Frédéric Neyrat : l’extra-terrestre au secours de la Terre

Le philosophe livre un essai d’écologie spéculative qui décentre notre regard pour sortir d’un « géocentrisme » fatal. - Mais.





quarta-feira, 22 de abril de 2026

«People and nature in UNESCO-designated sites: Global and local contributions»

 


«The report "People and nature in UNESCO-designated sites: Global and local contributions" reveals 2,260 living sites where people and nature coexist, from Dja to Greenland, shaped by climate threats, community stewardship, and indigenous knowledge».





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sábado, 11 de abril de 2026

TOM JOBIM «ECOLOGISTA»| “Tom foi pioneiro na preocupação ecológica. Uma vez um americano disse que ele era ecologista. Tom nunca tinha escutado essa palavra. Foi ver o significado e percebeu que não tinha que ver com eco [risos], com som, mas com a casa, com o habitat do Homem”

 


Resumo

Do grande biógrafo de Carmen Miranda,Garrincha e Nelson Rodrigues:Ruy Castro revela o lado humano,crítico e mordaz de Tom Jobim,o homem que mudou a história damúsica brasileira.

99 crónicas cheias de música, informação e histórias de bastidores.

Tom Jobim, o homem que compôs tratados musicais como «Garota de Ipanema» ou «Águas de Março», mudou a história da música brasileira com a bossa nova e as suas canções imortais.

Mas isso os leitores provavelmente já sabem.

O que Ruy Castro mostra agora no livro O Ouvidor do Brasil é um Tom mais inesperado e desconhecido, ecologista, «piador», discreto, que olhava sempre para o Brasil, até da janela do seu apartamento em Nova Iorque.

Estas crónicas de Ruy Castro, que o conheceu e entrevistou muitas vezes, escritas ao longo do tempo, formam um perfil biográfico fragmentado de um dos maiores artistas do Brasil e do mundo, oferecendo diferentes e surpreendentes ângulos em cada texto.

Com o seu estilo inconfundível, o grande biógrafo partilha ainda a sua quota parte de factos inéditos, histórias de bastidores e um panorama aberto para a cultura de um país e para as grandes figuras da cena musical nos anos 1950 e 1960.

Em 99 crónicas cheias de música, informação e factos inéditos, que formam um perfil biográfico surpreendente, Ruy Castro, o grande biógrafo, revela o lado humano, crítico e mordaz de Tom Jobim, compositor da «Garota de Ipanema» e homem que mudou a história da música brasileira. (o destaque é nosso).

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Há muito que queríamos trazer o livro da imagem para aqui, para o ORGANIZAÇÕES VERDES, mas sentíamos alguma inibição. Parecia que estreitávamos o grande TOM JOBIM. Por outro lado, identificamos a força da CULTURA E DA ARTE «em tudo» - os criadores são os que melhor nos dizem, quantas das vezes antes de todos,  como o paradigma Desenvolvimento Sustentável, e nomeadamente a  dimensão da «ECOLOGIA», estão, devem estar, em tudo. Ainda, quem sabe esta uma porta para quem não conhece entrar no UNIVERSO TOM JOBIM. Ah, o livro tem a marca «Tinta da China», é «bonito» só de olhar, tocar ...


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Mas sobre o Tom Jobim «ecologista» palavras escritas por Anabela Mota Ribeiro - aqui:


«Ecologia. “Tom foi pioneiro na preocupação ecológica. Uma vez um americano disse que ele era ecologista. Tom nunca tinha escutado essa palavra. Foi ver o significado e percebeu que não tinha que ver com eco [risos], com som, mas com a casa, com o habitat do Homem”.

“Olha um pássaro, ai, tá cantando”, diz Tom, entre parêntesis, entre frases, para a câmara de Ana Jobim. “Olha as narinas conspícuas do urubu. Ele sente o cheiro. Cheira venenos. Voa do Alasca a patagónia, via Brasil. Urubu Jereba”. “Toda a minha obra é inspirada na mata atlântica”. Tinha paixão por Guimarães Rosa. Comungavam ambientes, personagens, ambientes fantasiosos.

E com ar rufia, mascando uma folha verde: “Só os matreiros, descendentes de índios, como eu, podem comer as plantas selvagens. Porque elas são venenosas”.

Tom, pertença do mundo. Amante de um Rio luxuriante. Preocupado com o Brasil e o futuro que gerações vindouras vão habitar. O mar, a natureza, o lugar, sempre estiveram lá. “Eu era um peixe. Caía no Arpoador e ia a nado até Copacabana e voltava”.

E anos depois, nesse pedaço de terra, compunha músicas de sal, sol, sul. Latitude exacta: um cantinho, um violão. Longitude: a onda que se ergueu no mar. Compôs todas as canções que fazem a biografia de um tempo. Entre Ipanema e Copacabana».


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ouçamos o maravilhoso
 «águas de março»