domingo, 26 de abril de 2026

ANTÓNIO GUERREIRO| «ECOLOGIA E ASTROCAPITALISMO»|« aTerra, vista do espaço sideral, era de uma beleza superlativa»

 



Começa assim: «Os quatro astronautas da missão Artemis II contornaram a Lua, atingiram uma distância no espaço cósmico em relação à Terra nunca antes alcançada, mas a mensagem mais pregnante que enviaram aos conterrâneos foi a de que a Terra, vista do espaço sideral, era de uma beleza superlativa. Viram-se do exterior como seres terrestres, como se estivessem a ser observados por um alien, e essa perspectiva causou-lhes uma grande emoção. Os hinos que entoaram à condição terrestre sobrepuseram-se à condição planetária, sem centro, a que tinham acedido. A missão Artemis II pareceu assim vinculada a um pensamento geocentrista que ignora a revolução copernicana.
Não teria retirado esta conclusão da mais recente missão espacial se não tivesse lido La condition planétaire (2025), um livro do francês Frédéric Neyrat, que ensina “as humanidades planetárias” (assim é apresentado na contracapa) na Universidade de Wisconsin-Madison (Estados Unidos). As profundas e originais contribuições de Neyrat para uma ecologia não geocentrista, culminando neste livro, foram-se desenvolvendo em livros anteriores. Quem acompanhou este percurso, percebeu que Neyrat é um crítico da “hipótese Gaia”. (...)».

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a obra referida


Ainda: 

« La Condition planétaire », de Frédéric Neyrat : l’extra-terrestre au secours de la Terre

Le philosophe livre un essai d’écologie spéculative qui décentre notre regard pour sortir d’un « géocentrisme » fatal. - Mais.





quarta-feira, 22 de abril de 2026

«People and nature in UNESCO-designated sites: Global and local contributions»

 


«The report "People and nature in UNESCO-designated sites: Global and local contributions" reveals 2,260 living sites where people and nature coexist, from Dja to Greenland, shaped by climate threats, community stewardship, and indigenous knowledge».





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sábado, 11 de abril de 2026

TOM JOBIM «ECOLOGISTA»| “Tom foi pioneiro na preocupação ecológica. Uma vez um americano disse que ele era ecologista. Tom nunca tinha escutado essa palavra. Foi ver o significado e percebeu que não tinha que ver com eco [risos], com som, mas com a casa, com o habitat do Homem”

 


Resumo

Do grande biógrafo de Carmen Miranda,Garrincha e Nelson Rodrigues:Ruy Castro revela o lado humano,crítico e mordaz de Tom Jobim,o homem que mudou a história damúsica brasileira.

99 crónicas cheias de música, informação e histórias de bastidores.

Tom Jobim, o homem que compôs tratados musicais como «Garota de Ipanema» ou «Águas de Março», mudou a história da música brasileira com a bossa nova e as suas canções imortais.

Mas isso os leitores provavelmente já sabem.

O que Ruy Castro mostra agora no livro O Ouvidor do Brasil é um Tom mais inesperado e desconhecido, ecologista, «piador», discreto, que olhava sempre para o Brasil, até da janela do seu apartamento em Nova Iorque.

Estas crónicas de Ruy Castro, que o conheceu e entrevistou muitas vezes, escritas ao longo do tempo, formam um perfil biográfico fragmentado de um dos maiores artistas do Brasil e do mundo, oferecendo diferentes e surpreendentes ângulos em cada texto.

Com o seu estilo inconfundível, o grande biógrafo partilha ainda a sua quota parte de factos inéditos, histórias de bastidores e um panorama aberto para a cultura de um país e para as grandes figuras da cena musical nos anos 1950 e 1960.

Em 99 crónicas cheias de música, informação e factos inéditos, que formam um perfil biográfico surpreendente, Ruy Castro, o grande biógrafo, revela o lado humano, crítico e mordaz de Tom Jobim, compositor da «Garota de Ipanema» e homem que mudou a história da música brasileira. (o destaque é nosso).

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Há muito que queríamos trazer o livro da imagem para aqui, para o ORGANIZAÇÕES VERDES, mas sentíamos alguma inibição. Parecia que estreitávamos o grande TOM JOBIM. Por outro lado, identificamos a força da CULTURA E DA ARTE «em tudo» - os criadores são os que melhor nos dizem, quantas das vezes antes de todos,  como o paradigma Desenvolvimento Sustentável, e nomeadamente a  dimensão da «ECOLOGIA», estão, devem estar, em tudo. Ainda, quem sabe esta uma porta para quem não conhece entrar no UNIVERSO TOM JOBIM. Ah, o livro tem a marca «Tinta da China», é «bonito» só de olhar, tocar ...


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Mas sobre o Tom Jobim «ecologista» palavras escritas por Anabela Mota Ribeiro - aqui:


«Ecologia. “Tom foi pioneiro na preocupação ecológica. Uma vez um americano disse que ele era ecologista. Tom nunca tinha escutado essa palavra. Foi ver o significado e percebeu que não tinha que ver com eco [risos], com som, mas com a casa, com o habitat do Homem”.

“Olha um pássaro, ai, tá cantando”, diz Tom, entre parêntesis, entre frases, para a câmara de Ana Jobim. “Olha as narinas conspícuas do urubu. Ele sente o cheiro. Cheira venenos. Voa do Alasca a patagónia, via Brasil. Urubu Jereba”. “Toda a minha obra é inspirada na mata atlântica”. Tinha paixão por Guimarães Rosa. Comungavam ambientes, personagens, ambientes fantasiosos.

E com ar rufia, mascando uma folha verde: “Só os matreiros, descendentes de índios, como eu, podem comer as plantas selvagens. Porque elas são venenosas”.

Tom, pertença do mundo. Amante de um Rio luxuriante. Preocupado com o Brasil e o futuro que gerações vindouras vão habitar. O mar, a natureza, o lugar, sempre estiveram lá. “Eu era um peixe. Caía no Arpoador e ia a nado até Copacabana e voltava”.

E anos depois, nesse pedaço de terra, compunha músicas de sal, sol, sul. Latitude exacta: um cantinho, um violão. Longitude: a onda que se ergueu no mar. Compôs todas as canções que fazem a biografia de um tempo. Entre Ipanema e Copacabana».


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ouçamos o maravilhoso
 «águas de março»




sábado, 4 de abril de 2026

«Building the next generation of cyclists»

 

Disponível aqui


«Abstract

Cyclists are not a homogenous population group. While studies highlight distinctions between gender or age, there are significant nuances within such groups. When it comes to children, rapid developments from year to year makes it impossible to consider this portion of the population as a unified group, which poses a challenge for planners seeking to encourage young people to cycle through their teenage years and into adulthood. While young children’s mobility patterns are heavily influenced by their parents, pre-teens and teenagers, in their growing agency, also gain more freedoms and opportunities to move through their living environments as they choose.This planning memo focuses on the unique and dynamic aspects of adolescents in cycling within the Nordic Region. In this publication, we provide: (1) review of Nordic-based academic studies on adolescents and their mobility trends and behaviours; (2) summary of how several Nordic cities and regions have considered this age group within their cycling strategies; (3) cross-Nordic comparisons with regards to legal age restrictions and other regulations that can be both a support and a barrier to adolescent cyclists and micro-mobility users; (4) key takeaways for planning and policymaking».