sábado, 11 de abril de 2026

TOM JOBIM «ECOLOGISTA»| “Tom foi pioneiro na preocupação ecológica. Uma vez um americano disse que ele era ecologista. Tom nunca tinha escutado essa palavra. Foi ver o significado e percebeu que não tinha que ver com eco [risos], com som, mas com a casa, com o habitat do Homem”

 


Resumo

Do grande biógrafo de Carmen Miranda,Garrincha e Nelson Rodrigues:Ruy Castro revela o lado humano,crítico e mordaz de Tom Jobim,o homem que mudou a história damúsica brasileira.

99 crónicas cheias de música, informação e histórias de bastidores.

Tom Jobim, o homem que compôs tratados musicais como «Garota de Ipanema» ou «Águas de Março», mudou a história da música brasileira com a bossa nova e as suas canções imortais.

Mas isso os leitores provavelmente já sabem.

O que Ruy Castro mostra agora no livro O Ouvidor do Brasil é um Tom mais inesperado e desconhecido, ecologista, «piador», discreto, que olhava sempre para o Brasil, até da janela do seu apartamento em Nova Iorque.

Estas crónicas de Ruy Castro, que o conheceu e entrevistou muitas vezes, escritas ao longo do tempo, formam um perfil biográfico fragmentado de um dos maiores artistas do Brasil e do mundo, oferecendo diferentes e surpreendentes ângulos em cada texto.

Com o seu estilo inconfundível, o grande biógrafo partilha ainda a sua quota parte de factos inéditos, histórias de bastidores e um panorama aberto para a cultura de um país e para as grandes figuras da cena musical nos anos 1950 e 1960.

Em 99 crónicas cheias de música, informação e factos inéditos, que formam um perfil biográfico surpreendente, Ruy Castro, o grande biógrafo, revela o lado humano, crítico e mordaz de Tom Jobim, compositor da «Garota de Ipanema» e homem que mudou a história da música brasileira. (o destaque é nosso).

*
*   *


Há muito que queríamos trazer o livro da imagem para aqui, para o ORGANIZAÇÕES VERDES, mas sentíamos alguma inibição. Parecia que estreitávamos o grande TOM JOBIM. Por outro lado, identificamos a força da CULTURA E DA ARTE «em tudo» - os criadores são os que melhor nos dizem, quantas das vezes antes de todos,  como o paradigma Desenvolvimento Sustentável, e nomeadamente a  dimensão da «ECOLOGIA», estão, devem estar, em tudo. Ainda, quem sabe esta uma porta para quem não conhece entrar no UNIVERSO TOM JOBIM. Ah, o livro tem a marca «Tinta da China», é «bonito» só de olhar, tocar ...


*
*   *


Mas sobre o Tom Jobim «ecologista» palavras escritas por Anabela Mota Ribeiro - aqui:


«Ecologia. “Tom foi pioneiro na preocupação ecológica. Uma vez um americano disse que ele era ecologista. Tom nunca tinha escutado essa palavra. Foi ver o significado e percebeu que não tinha que ver com eco [risos], com som, mas com a casa, com o habitat do Homem”.

“Olha um pássaro, ai, tá cantando”, diz Tom, entre parêntesis, entre frases, para a câmara de Ana Jobim. “Olha as narinas conspícuas do urubu. Ele sente o cheiro. Cheira venenos. Voa do Alasca a patagónia, via Brasil. Urubu Jereba”. “Toda a minha obra é inspirada na mata atlântica”. Tinha paixão por Guimarães Rosa. Comungavam ambientes, personagens, ambientes fantasiosos.

E com ar rufia, mascando uma folha verde: “Só os matreiros, descendentes de índios, como eu, podem comer as plantas selvagens. Porque elas são venenosas”.

Tom, pertença do mundo. Amante de um Rio luxuriante. Preocupado com o Brasil e o futuro que gerações vindouras vão habitar. O mar, a natureza, o lugar, sempre estiveram lá. “Eu era um peixe. Caía no Arpoador e ia a nado até Copacabana e voltava”.

E anos depois, nesse pedaço de terra, compunha músicas de sal, sol, sul. Latitude exacta: um cantinho, um violão. Longitude: a onda que se ergueu no mar. Compôs todas as canções que fazem a biografia de um tempo. Entre Ipanema e Copacabana».


*
*  *

ouçamos o maravilhoso
 «águas de março»




Sem comentários:

Enviar um comentário