Começa assim:
«Alguém escreveu que Santa Marta, o lugar onde Simón Bolívar, o libertador de grande parte da América do Sul, morreu em 1830, poderá ter passado agora a ser também o lugar onde ganhou vida o sonho de uma eliminação mais rápida dos combustíveis fósseis.
Esta, que foi a primeira Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis de sempre, realizou-se num contexto global que não podia ser mais tenso. A insegurança entranhou-se no quotidiano – das ruas de Gaza às margens do Mediterrâneo, das periferias urbanas à costa caribenha que acolheu dezenas de países para discutir uma verdade cada vez mais evidente: um sistema energético assente nos combustíveis fósseis, na extração e na escassez deixa pessoas e economias profundamente vulneráveis, tanto às variações dos mercados como às tensões geopolíticas que as agravam.
Diplomatas, cientistas, ativistas e especialistas em sistemas energéticos chegaram sabendo que a questão não era se a extração tem de acabar (sabe-se que sim); a questão em cima da mesa ia mais além: como é que organizamos esse abandono de forma justa e equitativa?
Nas palavras de Juan Monterrey, enviado climático do Panamá, "Santa Marta é histórica porque esta é a primeira vez que podemos abrir o coração, abrir a mente e ter uma conversa real sem um estúpido ponto de ordem, sem um estúpido processo burocrático que descarrila toda a sessão e nos deixa apenas 10 minutos para falar do que importa." (...)»
Diplomatas, cientistas, ativistas e especialistas em sistemas energéticos chegaram sabendo que a questão não era se a extração tem de acabar (sabe-se que sim); a questão em cima da mesa ia mais além: como é que organizamos esse abandono de forma justa e equitativa?
Nas palavras de Juan Monterrey, enviado climático do Panamá, "Santa Marta é histórica porque esta é a primeira vez que podemos abrir o coração, abrir a mente e ter uma conversa real sem um estúpido ponto de ordem, sem um estúpido processo burocrático que descarrila toda a sessão e nos deixa apenas 10 minutos para falar do que importa." (...)»
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Lembremos post anterior sobre a Conferência de Santa Marta:


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