domingo, 26 de agosto de 2018

FILME | «No Coração da Escuridão»







«Ernest Toller (Ethan Hawke) é um ex-militar que, após a morte do filho na Guerra do Iraque, se refugiou na fé. É assim que, tornado pastor, acaba por ser colocado numa pequena localidade a norte de Nova Iorque. Lá, conhece Mary (Amanda Seyfried), uma jovem a atravessar um momento difícil com o marido, um ambientalista radical. Através deles, Toller descobre uma série de negócios obscuros entre a Igreja que representa e algumas empresas pouco escrupulosas da região. Ao perceber a sua impotência para resolver o caso, o reverendo vê-se a colocar em causa as suas mais profundas convicções...
Em competição no Festival de Cinema de Veneza, um filme dramático sobre fé e moralidade, escrito e realizado por Paul Schrader – conhecido como argumentista de "Taxi Driver" (de Martin Scorsese) e "Obsessão" (Brian De Palma), e como realizador de "American Gigolo", "Mishima", "Adam Renascido" ou "Vingança ao Anoitecer"».  Saiba mais.



«CONDOMÍNIO TERRA»




CONDOMÍNIO TERRA
Chama-se Casa Comum da Humanidade e é um projeto pioneiro de governação global dos recursos naturais do planeta — liderado por Portugal. Na base está um novo sistema de contabilidade ambiental e económica que compensa quem conserva e valoriza a Natureza e penaliza quem a destrói
TEXTOS VIRGÍLIO AZEVEDO
(...) A CCH é uma organização internacional que pretende promover o reconhecimento do Sistema Terrestre no ordenamento jurídico internacional através da sua candidatura a Património Natural Intangível da Humanidade da ONU. Propõe um modelo de governação mundial dos recursos naturais que salvaguarde o Espaço de Operação Segura da Terra, baseado num sistema de contabilidade ambiental e económica que monitorize e proteja este espaço. E que compense quem o conserva e valoriza de forma sustentável e penalize quem o destrói.
(...)
CRIAR UMA CONTABILIDADE DO SISTEMA TERRESTRE
A Casa Comum da Humanidade implica também a criação de uma contabilidade do Sistema Terrestre baseada nos Limites do Planeta, uma contabilidade ambiental e económica integrada que favoreça um modelo socioeconómico onde a manutenção do Espaço de Operação Segura é sinónimo de benefícios económicos e de aumento do bem-estar social. Tudo isto requer a fixação das chamadas Quotas Planetárias – uma forma de transpor os Limites do Planeta para um conjunto de indicadores aplicáveis a qualquer escala da atividade humana – e a medição do uso e da valorização dos serviços prestados pelos ecossistemas. Esta valorização só será possível se a existência destes serviços for legalmente reconhecida pela sociedade no contexto de um novo património comum.
“Todos sabemos que o valor de uma floresta é muito superior ao valor da sua madeira”, exemplifica Paulo Magalhães. “No entanto, essa floresta só é contabilizada no PIB de um país no dia em que é cortada e transformada em madeira, o que significa que a sociedade não reconhece juridicamente o trabalho intangível da Natureza (retenção do dióxido de carbono, fixação de água no solo, conservação da biodiversidade, etc.), isto é, continua a considerar como externalidades económicas os fatores de que os seres humanos mais dependem para viver”. Em economia as externalidades são as consequências positivas ou negativas sobre terceiros que não são tidas em conta por quem produz ou consome bens e serviços.
O investigador da Universidade do Porto recorda que “sem o reconhecimento legal dos direitos de autor a partir do início do século XVIII, não teríamos a sociedade do conhecimento que temos hoje”. A divisão entre a ideia do autor – um bem intangível — e o livro onde essa ideia está gravada — um bem tangível — foi a solução jurídica que o permitiu. “E atualmente ninguém contesta que além do livro que temos numa estante, existe um direito relativamente à ideia que está ali gravada e que permanece na esfera jurídica do autor, que dá origem a um dever de compensação económica”.
No caso do ambiente, “parece evidente que sem fazermos o mesmo tipo de divisão entre a estrutura ecológica tangível de um ecossistema e os serviços intangíveis que presta, estaremos condenados à cegueira de não incluirmos na economia o que realmente nos interessa e suporta todas as formas de vida na Terra, o trabalho da Natureza”. No exemplo da floresta é necessário que esse trabalho seja socialmente reconhecido “e exista de forma independente da estrutura ecológica que o produziu, ou seja, que não seja confundido com essa estrutura”.
O cientista italiano que coordena a nível internacional a Iniciativa Casa Comum da Humanidade (CCH), Alessandro Galli, defende que a criação de uma contabilidade da Terra “deve basear-se no trabalho recente desenvolvido à volta do Sistema de Contabilidade Ambiental e Económica das Nações Unidas (SEEA), e idealmente deve ser conduzida em colaboração com a própria ONU e com governos nacionais, de modo a assegurar um clima de confiança e uma aceitação pelos Estados de um sistema contabilístico funcional”. Galli assinala que o projeto da CCH “está a tentar construir pontes, a juntar a melhor ciência e conhecimento em campos muito diferentes — direito, ciências da Terra, contabilidade de recursos, avaliação do capital natural — para oferecer uma visão mais compreensível e interdisciplinar”.erva e valoriza de forma sustentável e penalize quem o destrói. (...)
Recortes do artigo publicado no semanário Expresso de 28 Julho 2018

terça-feira, 14 de agosto de 2018

«Eco-Visionários: Arte, Arquitetura após o Antropoceno»


Veja aqui


«Na primeira colaboração do MAAT com vários museus europeus, o projeto Eco-Visionários: Arte, Arquitetura após o Antropoceno centra-se em práticas correntes que propõem visões críticas e criativas face às transformações ambientais que afetam o planeta. Num momento em que as alterações climáticas se fazem sentir de modo mais premente, Eco-Visionários lança o debate sobre um vasto panorama de questões associadas ao Antropoceno – a designação recente de um novo período geológico definido pelo impacto das ações humanas.Com contributos de mais de 35 artistas e arquitetos, a exposição em Lisboa é a primeira e mais abrangente das quatro mostras que surgirão em paralelo em Portugal, Espanha, Suíça e Suécia». Continue a ler.



terça-feira, 31 de julho de 2018

«The Current State of Sustainability Reporting / A Work in Progress»



Leia aqui
Um excerto:

«(...) This article discusses the current state of sustainability standards and companies’ reporting on their sustainability activity. Many challenges remain to setting up a truly robust and thorough system of sustainability standards: the existence of competing frameworks, the absence of uniform reporting standards, different measures of materiality, inconsistent reporting measures, boilerplate language, the difficulty of comparing companies, and a disparity between company and investor views. Nevertheless, these issues also represent opportunities for accounting and auditing professionals. (...)».



sábado, 28 de julho de 2018

«Gender Pay Equity and Australian Listed Companies»





«About the report

Gender pay equity is achieved when women and men receive equal pay for work of equal or comparable value. A disparity between women and men’s pay is often referred to as the ‘gender pay gap’ or ‘gender pay inequity’. The gender pay gap refers to the difference in earnings between men and women, typically recorded as the difference between fulltime workers of different genders. In Australia today, the gender pay gap is 15.3% – more than in the UK (9.4%) but less than in the US (20%).
There are two fundamental causes of an observed gender pay gap: the first is a consequence of discrimination – either unconscious or conscious – leading to gender pay inequity, the second is an artefact of the composition of the workforce. A US Congressional report found that as much as 40 percent of the overall gender pay gap in the US may be due to discrimination. Compositional factors that contributed to the non-discrimination related portion of the gender pay gap highlighted in the report included:
  • the under-representation of women in leadership positions
  • the greater proportion of women working in lower-paying fields
  • women being more likely than men to be the primary caregivers of other family members.
The Australasian Centre for Corporate Responsibility is a long-term investor in Australian listed companies. As an organisation that takes the position of a universal asset owner (one that holds most of the shares on a market) we have an interest in the impact better individual corporate conduct can have on the wider economy.
In our view, Australian company boards can and should act to address the gender pay gap because:
  • it is the right thing to do
  • discrimination is illegal, and though it can be very difficult to prove at law, allegations of discrimination can readily cause reputational damage
  • the gender pay gap is a key indicator of how well a company is performing in terms of building a gender diverse workforce. Encouraging gender diversity is linked to higher financial returns.
(...)». Continue a ler.