SINOPSE
«Talvez nunca se tenha falado tanto de cidade como hoje e, no entanto, ao longo da história multimilenar deste conceito, se calhar nunca estivemos tão distantes de o entender plenamente.
É, por isso, imperioso tratar a cidade do ponto de vista ontológico. Contudo, perante algo tão concreto, há que ponderar o modo de nos reaproximarmos dessa materialidade.
Aparentando ser um manifesto romântico sobre uma causa perdida, A Beleza de Um Corpo Nu avalia os destroços do conceito de cidade e apela às possibilidades concretas da sua reconstituição.
Com esse intuito velado, o livro percorre mitos, ética, morte, arquitecturas, descendências suburbanas legítimas e ilegítimas e, por fim, a coisa política enquanto razão de ser». Saiba mais.
Aparentando ser um manifesto romântico sobre uma causa perdida, A Beleza de Um Corpo Nu avalia os destroços do conceito de cidade e apela às possibilidades concretas da sua reconstituição.
Com esse intuito velado, o livro percorre mitos, ética, morte, arquitecturas, descendências suburbanas legítimas e ilegítimas e, por fim, a coisa política enquanto razão de ser». Saiba mais.
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Sobre a obra no jornal Público:
Começa assim: «José António Bandeirinha está sentado de frente para o Castelo de São Jorge, num dos sítios que Bernardo Soares aclamou no Livro do Desassossego. Olha. Esse gesto faz parte de uma espécie de manual de boas práticas para quem ama a cidade. Não uma, mas a ideia de cidade. Olhá-la. Bernardo Soares levou essa contemplação para o trecho 50 do seu famoso livro. “... amo o Tejo porque há uma cidade grande à beira dele. Gozo o céu porque o vejo de um quarto andar de rua da Baixa. Nada o campo ou a natureza me pode dar que valha a majestade irregular da cidade tranquila, sob o luar, vista da Graça ou de São Pedro de Alcântara. Não há para mim flores como, sob o sol, o colorido variadíssimo de Lisboa.”
No Miradouro de São Pedro de Alcântara, à hora dos turistas, um arquitecto que pensa as cidades, professor de Arquitectura na Universidade de Coimbra, discípulo de Fernando Távora, como gosta de se definir, pega nesse Bernardo Soares e aproveita-lhe as palavras para falar do natural e do artificial, da dicotomia campo-cidade, da crise que quase sempre se junta a qualquer discurso actual sobre o urbano. E discorre sobre metrópole e subúrbio, enquanto fala do “chão” no qual assenta a coisa política, a democracia.(...)».


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